The egocentrism behind restrictive cinema.
From time to time, the Seventh Art makes a “timeless” leap in relation to the advances of its own technology, presenting aspects never before seen by audiences. Now, it is director Christopher Nolan’s turn to do something unprecedented: shoot the first audiovisual project of his career (and in the history of cinema) using 100% IMAX 70mm movie cameras. However, only 41 theaters (worldwide) are able to screen The Odyssey according to the essential filming standards.

IMAX 1570 was the movie technology that Nolan envisioned and chose to shoot his mythical adventure epic. Most of the theaters are located in the United States (26), followed by Canada (7), the United Kingdom (3), Australia (1), and a handful of other European countries (with some of them having only a single theater). In Brazil, there are only 12 IMAX theaters, and even then, none of them has the necessary technology to watch this movie the way it was intended.
Broadly speaking (in more technical terms), the movie’s visual projection reaches a nearly square aspect ratio of 1.43:1. This allows audiences to see 40% more vertical image compared to other movie theaters (and here I’m referring to traditional cinemas). All of this makes me think about the ego behind each of Nolan’s decisions in choosing to shoot this project with such highly restrictive cinematic parameters.
Nolan used to be the kind of filmmaker I admired (and, in a way, I still do, though not as much as I once did), but for some time now he has been transforming into a cinematic figure whose work is just as inaccessible as his movies. It always seems to me that he is drifting further and further away from the average moviegoer, devoting himself to making movies with technologies that distance that very audience from an art form that should be democratic (which, in this case, it is not).
I mean, what is the point of wanting to shoot a project with so many restrictions when it can only truly be experienced in one of just 41 theaters across the entire world? I understand that he has personal motivations for making this choice, but once again I find myself wondering whether it is really meaningful to create such a grand project if only a small number of people will be able to appreciate it as intended. Anyway... Nolan seems to be living “adrift”.
De vez en cuando, el Séptimo Arte da un salto “atemporal” con respecto a los avances de su propia tecnología, con aspectos nunca antes vistos por el público. Ahora le ha llegado el turno al director Christopher Nolan de hacer algo inédito: filmar el primer proyecto audiovisual de su carrera (y de la historia del cine) utilizando el 100 % de las cámaras de película IMAX 70 mm. Sin embargo, solo 41 salas (en todo el mundo) pueden exhibir La Odisea respetando los estándares esenciales de filmación.
IMAX 1570 fue la tecnología de película que Nolan ideó y eligió para filmar su épica aventura mítica. La mayor parte de las salas se encuentra únicamente en Estados Unidos (26), seguido de Canadá (7), Reino Unido (3), Australia (1) y algunos pocos otros países europeos (con uno de ellos teniendo apenas una sola sala). En Brasil existen solo 12 salas con formato IMAX, pero aun así ninguna cuenta con la tecnología necesaria para ver esta película de la manera correcta.
En términos generales (dentro de un lenguaje más técnico), la proyección visual de la película alcanza un formato cuadrado (por así decirlo) de 1.43:1. Esto permite que el público pueda ver un 40 % más de imagen vertical en comparación con las demás salas de cine (y aquí me refiero a las salas de cine tradicionales). Todo esto me hace pensar en el ego detrás de cada una de las decisiones de Nolan al elegir filmar este proyecto con todos estos parámetros de cine altamente restrictivos.
Nolan era el tipo de director de cine que solía admirar (y, de cierta manera, todavía lo admiro, aunque ya no como antes), pero desde hace un tiempo se está convirtiendo en una presencia cinematográfica de acceso tan restringido como sus películas. Me parece que cada vez está más alejado del público común y que se empeña en hacer películas con tecnologías que alejan a ese mismo público de un arte que debería ser democrático (cosa que no ocurre).
Quiero decir, ¿cuál es el sentido de querer filmar un proyecto con tantas restricciones y que solo puede verse debidamente en una sala de cine de la que existen apenas 41 unidades en todo el mundo? Sé que hay motivaciones personales que lo llevaron a elegir hacerlo así, pero una vez más me pregunto si realmente es relevante filmar un proyecto tan grandioso si solo unas pocas personas podrán darle el reconocimiento que merece. En fin... Nolan parece estar viviendo “a la deriva”.
De tempos em tempos, a Sétima Arte dá um salto “atemporal” em relação aos avanços da sua própria tecnologia, com aspectos antes nunca vistos pelo público. Agora, chegou a vez do diretor Christopher Nolan fazer algo inédito: filmar o primeiro projeto audiovisual de sua carreira (e da história do cinema) tendo 100% das câmeras de película IMAX 70mm. No entanto, há apenas 41 salas (no mundo inteiro) podem exibir A Odisseia dentro dos padrões de filmagens essenciais.
IMAX 1570 foi a tecnologia de película que Nolan idealizou, e escolheu, para filmar o seu o épico de aventura mítica. A maior parte das salas fica apenas nos Estados Unidos (26), seguidas por Canadá (7), Reino Unido (3), Austrália (1), e alguns poucos outros países europeus (com um deles com apenas 1 única sala). No Brasil, existem apenas 12 salas com formato IMAX, mas mesmo assim, nenhuma delas tem a tecnologia necessária para assistir esse filme do jeito correto.
Em linhas gerais (dentro de uma linguagem mais técnica), a projeção visual do filme atinge um formato quadrado (por assim dizer) de 1.43:1. Isso permite que o público consiga assistir a 40% mais de imagem vertical, em relação as outras salas de cinemas (e aqui eu me refiro as salas de cinemas tradicionais). Tudo isso me faz pensar no ego por trás de cada uma das decisões de Nolan ao escolher filmar esse projeto com todos esses parâmetros de cinema altamente restritivo.
Nolan era o tipo de diretor de cinema que eu costumava admirar (e de certa maneira ainda o admiro, mas já não mais como antes), mas já faz um tempo que ele está se transformando numa presença cinematográfica de acesso tão restrito quanto seus filmes. Me parece sempre que ele está cada vez mais longe do público comum, e se empenhando em fazer filmes com tecnologias que afastam esse mesmo público de uma arte que deveria ser democrática (o que não é o caso).
Eu quero dizer, qual é o ponto de querer filmar um projeto com tantas restrições e que só pode ser devidamente visto dentro de uma sala de cinema onde existem apena 41 unidades no mundo inteiro? Eu sei que há motivações pessoais para ele ter escolhido fazer isso, mas uma vez eu me pergunto se é mesmo relevante filmar um projeto tão grandioso se apenas poucas pessoas vão poder lhe dar o devido reconhecimento? Enfim... Nolan parece estar vivendo à “deriva”.
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